Que venham outras dez...

Muitos têm nos perguntado recentemente quanto ao futuro da 720°, sobre as negociações que envolvem o nosso trabalho,ou mesmo se a revista acabou.

Talvez seja uma boa então aproveitar este espaço para deixar claro que continuamos firmes e fortes, com a mesma pegada das edições anteriores e que nos trouxe até este décimo número, uma marca expressiva para uma iniciativa que nasceu meio que sem muito propósito, e que surpreendeu a todos por tudo que fez pelo esporte nos últimos anos.

Vale a pena recapitular o que a 720° realizou durante os últimos anos e comparar à média do mercado para entender o porquê de termos uma linha editorial tão diferenciada.

Fomos a primeira revista de Bodyboarding nacional a lançar sua primeira edição já em cores, quando as outras geralmente começam com páginas em preto e branco ou material reciclado, para depois partir par um padrão de melhor qualidade.

Na segunda edição, continuamos nossa trajetória inovadora e publicamos uma capa com foto de Tow In, algo até então nunca visto em revistas brasileiras de Bodyboarding.

Lançamos uma promoção cujo prêmio seria pago em dinheiro vivo para o atleta que completasse um 720° invertido aéreo, mas, infelizmente, nunca recebemos um vídeo com a tal manobra.

Em pouco mais de 2 anos, nos tornamos a principal referência de mídia impressa para este esporte em todo o país, mas, como sempre rola um recalque, fomos taxados de bairristas por privilegiar uns em detrimento de outros. Algo que não se justifica, afinal tivemos capas com atletas do Rio de Janeiro, de Niterói, da Bahia, do Espírito Santo, gringos, freesurfers, amadores etc. Mais democrático que isso, impossível!

Lógico que tem espaço para mais coisas, como por exemplo uma capa com alguma mulher, afinal o Brasil é a maior potência do esporte nesta categoria, porém entra aí o bom senso entre o que é legal de ser publicado e o que fica realmente bom após impresso. O que queremos dizer com isso é que teremos prazer em fazer uma capa com uma atleta de ponta, mas para isso precisamos de bom material. É só questão de tempo, e em breve vai rolar!

Enfim, esse é um assunto que rende muito pano pra manga, seja ela de lycra ou de roupa de borracha, mas o que é importante ressaltar é que, durante os últimos meses, período este em que conversamos com diversas editoras e outras empresas de mídia, fomos questionados quanto aos dados que cercam o mercado do Bodyboarding, tais como números de praticantes, volume de negócios gerados a partir da venda de equipamentos, patrocínio e realização de eventos.

Chegamos à conclusão de que não temos tantos subsídios para bater de frente com grandes projetos, afinal ninguém vai investir pesado em um produto sem saber que tipo de retorno poderá obter.

O conselho que nos deram durante estes encontros foi algo do tipo: “É melhor vocês darem continuidade à Revista 720° por conta própria, sem interferência de terceiros”.

Resumindo, afinal você já deve estar louco para partir para o conteúdo da revista, continuamos na batalha e que venham mais 10 edições!

Boas ondas!

Leonardo Rique
Editor Chefe